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Crédito Imobiliário 2026: o que mudou nas regras e como isso afeta você

18/12/2025 - Crédito Imobiliário

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Em 2026, o crédito imobiliário no Brasil ganha novo fôlego com mudanças no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), elevando o limite do SFH para R$2,25 milhões e permitindo financiamento de até 80% do valor do imóvel pela Caixa Econômica Federal. Essas reformas, anunciadas pelo governo federal, visam injetar R$111 bilhões no primeiro ano, modernizando regras antigas e combatendo a queda nos saldos de poupança para ampliar o acesso à casa própria.

A partir de 2026, comprar um imóvel, especialmente para a classe média, deve ficar mais acessível, graças a mudanças nas regras do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). 
Novo Modelo do SBPE: o fim dos compulsórios
O SBPE, Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, é a principal fonte de financiamento imobiliário do país. Ele usa o dinheiro da poupança para emprestar a quem quer comprar um imóvel.

Hoje, 20% de tudo que os bancos recebem em poupança fica “parado” no Banco Central: esses são os depósitos compulsórios, uma reserva obrigatória que não pode ser usada para crédito. Isso limita a quantidade de dinheiro disponível para financiar imóveis.

A reforma muda isso gradualmente:

  • Agora, até 5% dos saldos podem ser descontados dos compulsórios caso sejam usados em financiamentos imobiliários, liberando R$36,9 bilhões. Essa implementação é gradual, com modelo pleno em 2027;
  • Em 2026, a alíquota dos compulsórios cai para 15%;
  • Em 2027, o modelo entra em plena vigência;
  • Em 10 anos, os compulsórios serão zerados, permitindo que 100% da poupança seja direcionada à habitação.

Na prática, isso significa mais crédito no mercado, mais competição entre bancos e condições mais acessíveis para o comprador, tudo mantendo o teto de juros do SFH em até 12% ao ano.
Limite do SFH Elevado e Cota de Financiamento

O SFH (Sistema Financeiro de Habitação) é o modelo de financiamento com juros controlados, pensado para imóveis residenciais e com regras mais vantajosas para a classe média. Ele estabelece limites de valor e taxa de juros mais baixa.

Em 2026, o limite de valor do imóvel dentro do SFH passa de R$1,5 milhão para R$2,25 milhões.

O que isso significa?

Pessoas com renda acima de R$12 mil, que antes caíam em linhas de crédito mais caras, agora podem financiar com juros menores. O acesso à casa própria dentro de condições seguras e reguladas aumenta significativamente.

O que é a “cota de financiamento”?

É o percentual do valor do imóvel que o banco aceita financiar. O restante é a entrada paga pelo comprador.

A Caixa amplia essa cota:

  • Antes: financiava até 70%;
  • Agora: pode financiar até 80%.

Exemplo:

  • Imóvel de R$ 500 mil

  • Antes: entrada de R$ 150 mil;
  • Agora: entrada de R$ 100 mil.

Isso torna o financiamento mais acessível para grande parte da população — afinal, juntar entrada é uma das maiores dificuldades dos compradores.

Além disso:

  • As novas regras valem para 80% dos financiamentos imobiliários.
  • O FGTS poderá ser usado na compra de imóveis mais caros que antes ficariam fora do limite.




Fonte: https://www.spimovel.com.br/

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