18/12/2025 - Crédito Imobiliário
Em 2026, o crédito imobiliário no Brasil ganha novo fôlego com mudanças no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), elevando o limite do SFH para R$2,25 milhões e permitindo financiamento de até 80% do valor do imóvel pela Caixa Econômica Federal. Essas reformas, anunciadas pelo governo federal, visam injetar R$111 bilhões no primeiro ano, modernizando regras antigas e combatendo a queda nos saldos de poupança para ampliar o acesso à casa própria.
A partir de 2026, comprar um imóvel, especialmente para a classe média, deve ficar mais acessível, graças a mudanças nas regras do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e no Sistema Financeiro de Habitação (SFH).
Novo Modelo do SBPE: o fim dos compulsórios
O SBPE, Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, é a principal fonte de financiamento imobiliário do país. Ele usa o dinheiro da poupança para emprestar a quem quer comprar um imóvel.
Hoje, 20% de tudo que os bancos recebem em poupança fica “parado” no Banco Central: esses são os depósitos compulsórios, uma reserva obrigatória que não pode ser usada para crédito. Isso limita a quantidade de dinheiro disponível para financiar imóveis.
A reforma muda isso gradualmente:
Na prática, isso significa mais crédito no mercado, mais competição entre bancos e condições mais acessíveis para o comprador, tudo mantendo o teto de juros do SFH em até 12% ao ano.
Limite do SFH Elevado e Cota de Financiamento
O SFH (Sistema Financeiro de Habitação) é o modelo de financiamento com juros controlados, pensado para imóveis residenciais e com regras mais vantajosas para a classe média. Ele estabelece limites de valor e taxa de juros mais baixa.
Em 2026, o limite de valor do imóvel dentro do SFH passa de R$1,5 milhão para R$2,25 milhões.
O que isso significa?
Pessoas com renda acima de R$12 mil, que antes caíam em linhas de crédito mais caras, agora podem financiar com juros menores. O acesso à casa própria dentro de condições seguras e reguladas aumenta significativamente.
O que é a “cota de financiamento”?
É o percentual do valor do imóvel que o banco aceita financiar. O restante é a entrada paga pelo comprador.
A Caixa amplia essa cota:
Exemplo:
Imóvel de R$ 500 mil
Isso torna o financiamento mais acessível para grande parte da população — afinal, juntar entrada é uma das maiores dificuldades dos compradores.
Além disso:
Fonte: https://www.spimovel.com.br/
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